XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM 

Livres para amar

1 Reis 19, 16b.19-21 / Slm 15 (16), 1-2a.5.7-11 / Gal 5, 1.13-18 / Lc 9, 51-62

«Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou». É com esta proclamação de Paulo na Segunda Leitura, um clamor que nos pretende arrancar ao nosso comodismo, que nos é oferecido o mote deste domingo.

Na Primeira Leitura, Elias dá tempo a Eliseu para se despedir da família antes de seguir viagem. Jesus, no Evangelho de hoje, diante de situação similar, não o permite. O Evangelho aponta-nos três casos: a admonição a quem o quer seguir, porventura de ânimo leve, de que não terá onde repousar a cabeça; a afirmação da prioridade do anúncio do Reino sobre a sepultura de um pai morto; o mandato do olhar em frente para aquele que quer despedir-se da família.

Não será isto desumano? Não será demais? Como pode o Deus de amor esperar que se abandone tudo sem, pelo menos, se poder despedir daqueles que se ama?

O que Jesus nos está a dizer, com os três casos apontados, é que o amor tem sempre prioridade. Para seguir Jesus, há que arriscar não ter onde pousar a cabeça, isto é, viver livre da obsessão pela «qualidade de vida». Só assim se pode amar sem reticências.

Para seguir Jesus, não se pode viver agarrado ao que já aconteceu: entre sepultar um morto, mesmo que seja um pai, e amar um vivo, não deve haver indecisão. Há que estar livre para amar.

Para seguir Jesus, há que envolver a família na nossa história de amor, reconhecendo que o grande imperativo é o amor. E uma vez lançado no caminho do amor, não se pode ficar agarrado ao que já foi, mas sim ao que há por amar.

Há uma urgência na forma como Jesus nos chama a segui-lo que se sobrepõe a todas as outras prioridades. E isto não vai contra o amor. É sim a primazia do amor, que nos guia a uma liberdade acima dos afetos e das convenções sociais.

Não há aqui «concorrência» de amores. Há um só amor. E este imperativo do amor deve superar todos os deveres e preocupações humanas.

Seguir Jesus implica assumir o seu estilo, segundo as prioridades do amor, e não as próprias. É para esta liberdade que Cristo nos libertou.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1742

Deixe um comentário