DOMINGO DO PENTECOSTES (SOLENIDADE)

Luz terna e suave

At 2, 1-11 / Slm 103 (104), 1ab.24ac.29bc-31.34 / 1 Cor 12, 3b-7.12-13 / Jo 20, 19-23 ou (ano C) At 2, 1-11 / Slm 103 (104), 1ab.24ac.29bc-31.34 / Rom 8, 8-17 / Jo 14, 15-16.23b-26

Na Vigília Pascal entrámos nas nossas igrejas com a vela da fé acesa. O fogo novo, que rompeu as trevas, permitiu-nos iluminar a igreja e ir saboreando, pouco a pouco, como toda a Criação acolhe a verdadeira luz: Cristo Ressuscitado.

Este mistério, que se torna palpável na fé, só é possível reconhecê-lo através da discreta ação do Espírito Santo. É o Espírito, aquele cuja descida sobre os apóstolos hoje celebramos, que nos permite ver e reconhecer o nosso Deus continuamente em ação.

Naquele dia de Pentecostes, como nos recorda a Primeira Leitura, retirada dos Atos dos Apóstolos, todos estavam reunidos no mesmo lugar e um rumor, semelhante a uma forte rajada de vento, encheu a casa. Foi então que viram descer sobre cada um deles línguas de fogo. Assim continua a descer, continuamente, o Espírito Santo sobre cada um de nós.

Creio que qualquer um de nós já acendeu uma vela nova no escuro do seu quarto. Tudo começa na potência da chama do fósforo ao inflamar-se, uma força que amaina no primeiro contacto com o pavio. Em seguida, à medida que a chama vai percorrendo o pavio buscando a cera, naquele instante que antecede o toque da chama sobre a cera, aquela parece que se extingue, como quem pede permissão antes de tocar a matéria. Do seu encontro, brota luz duradoura.

Assim é o Espírito Santo. Cada vez que desce sobre cada um dos batizados, vem com a luz própria do amor de Deus. Aproxima-se, suavemente, mas antes de nos tocar, pede-nos permissão. Pede a nossa adesão ao amor, como quem pergunta se queremos ser luz amorosa de Deus neste mundo.

Como nos recorda o Evangelho de hoje, é o Espírito quem nos ensina e nos recorda tudo o que Jesus diz. Mas o Espírito Santo, como é próprio de Deus, não se impõe, não força, não obriga. Chama, apela e seduz, mas, porque ama, deixa todo o protagonismo à nossa liberdade.

Neste Domingo de Pentecostes recordemos novamente a nossa promessa de ser testemunhas do Senhor Ressuscitado. E, ao sentirmos o Espírito aproximar-se novamente de cada um de nós, descendo sobre nós, escutemos bem o seu clamor de amor. E deixemo-nos questionar, cada um no seu coração: quero mesmo ser sinal deste Deus de amor, que se entregou e se entrega por mim? Ele conta comigo. Estou disponível para o que Ele me pede?

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1721

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