Palaçoulo: Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja cresce a bom ritmo

No dia 25 de maio, foi colocada a primeira pedra da futura igreja do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, um gesto que tem o significado de entregar a obra a Deus, numa cerimónia presidida pelo agora arcebispo de Braga, D. José Cordeiro – considerado pelas monjas trapistas, o fundador do mosteiro.

Cerimónia de benção e colocação da primeira pedra da futura igreja, do mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo. (HA)

Nesta cerimónia realizada ao início da tarde desta terça-feira, dia 25 de maio, participaram também os bispos das dioceses de Aveiro, Braga, Coimbra, Porto, Vila Real e o administrador diocesano de Bragança-Miranda.

Para além das autoridades eclesiásticas, marcaram presença em Palaçoulo as autoridades civis, autarcas, sacerdotes, as pessoas residentes locais e amigos.

O município de Miranda do Douro fez-se representar pela presidente Helena Barril e pelo vice-presidente Nuno Rodrigues.

Na sua intervenção, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, expressou, uma vez mais, o seu entusiasmo pela construção do mosteiro beneditino na Terra de Miranda e mais concretamente em Palaçoulo.

“Dado que a construção do mosteiro é uma obra que vai beneficiar Palaçoulo e o concelho de Miranda do Douro, o município vai continuar a colaborar na execução das obras complementares, como é a construção da estrada de acesso ao mosteiro, a rede de água e luz”, indicou.

Por sua vez, o vice-presidente da autarquia, Nuno Rodrigues, sublinhou que o mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, já é uma mais-valia turística, pois tem atraído a vinda de muitas pessoas, grupos e famílias ao concelho de Miranda do Douro.

Para além das autoridades civis e religiosas, nesta cerimónia participaram também os trabalhadores, os engenheiros e arquitetos da obra.

Referindo-se ao projeto do mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, que está a ser construído no lugar do Alacão, em Palaçoulo, o arquiteto, Pedro Calado, adiantou que o edifício vai ser um espaço “contemporâneo e alicerçado na tradição trapista”, no qual predominam materiais como o granito, o xisto e a madeira.

De seguida, o engenheiro, Luís Sá, diretor executivo da empresa construtora, indicou que as obras de construção do mosteiro iniciaram-se a 3 de janeiro de 2022, estão de decorrer a bom ritmo e vão estar concluídas em agosto de 2023.

“O claustro e a igreja do mosteiro vão ser os espaços mais emblemáticos”, disse.

A abadessa do mosteiro de Vitorchiano, em Itália, a madre Rosária, agradeceu a presença das pessoas amigas que estão a contribuir para a construção do mosteiro em Portugal.

A religiosa sublinhou que o propósito deste novo mosteiro é “construir um lugar de vida, não secularizado e onde cresça uma comunidade de caridade e de paz”.

Recorde-se que este mosteiro trapista em Palaçoulo é o primeiro a ser construído em Portugal e pertence à Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO), também conhecida como “Trapista”.

O novo mosteiro vai ter a capacidade para acolher 40 monjas.

Atualmente, vivem na hospedaria, em Palaçoulo, dez monjas trapistas, todas elas italianas.

A hospedaria foi projetada para acolher um máximo de 40 pessoas e está equipada com quartos (para acolher grupos e famílias), sala de reuniões, sala de leitura, refeitório e a capela.

De momento, a hospedaria só tem capacidade para receber no máximo 10 pessoas, distribuídas por quatro quartos, uma vez que o restante do edifício funciona provisoriamente como mosteiro.

A hospedaria destina-se às pessoas que pretendam fazer uns dias de retiro, desfrutar da hospitalidade monástica ou recolher-se em momentos de silêncio, descanso e recuperação espiritual.

Recorde-se que as monjas trapistas vivem segundo a regra beneditina do “Ora et Labora”, isto é, “Reza e trabalha”.

Por isso, a par da vida de oração, as religiosas procuram ganhar a vida com os produtos do seu trabalho: compotas, bolachas e doces, também fabricam peças de artesanato, como os terços, livros e outros artigos religiosos.

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