III Domingo da Páscoa / São José Operário / 1.º Dia da Semana de Oração pelas Vocações / Dia da Mãe

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At 5, 27b-32.40b-41 / Slm 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b / Ap 5, 11-14 / Jo 21, 1-19 ou 21, 1-14

Os discípulos, muitos deles antigos pescadores, encontram-se junto ao mar. Já se encontraram com Jesus Ressuscitado, mas nem todas as dúvidas foram dissipadas. É neste estado de espírito que Pedro avisa o grupo que vai pescar.

Podemos olhar esta decisão como algo normal num grupo de pescadores. Mas também deve haver espaço para nos deixarmos questionar: será que São João, autor deste Evangelho, nos está a dizer que Pedro está a voltar à sua vida prévia ao seguimento de Cristo?

Creio que todos nós já experimentámos algo disto nas nossas vidas. Apesar da muita graça recebida, tendemos a voltar aos hábitos de sempre. E o Senhor também tem um hábito no qual é reincidente, e que ocorre nesta passagem do Evangelho: o de vir à nossa procura. Tal como a Pedro e aos discípulos que o seguem na pesca, o Senhor vem à nossa procura e incita-nos a atirar as redes para o lugar certo.

Dói-nos muitas vezes a rotina de todos os dias e a ausência de fruto. Mas já nos perguntámos se estamos a lançar as redes onde o Senhor nos pede? Se voltamos ao mesmo de sempre, é expectável que as nossas ações não deem fruto. Temos de escutar o Ressuscitado que nos diz onde pescar.

Não nos deixemos limitar pelas nossas expectativas. Quando arriscamos pescar nas águas que o Senhor aponta, por muito volumosa que seja a tarefa e frágeis que sejam as nossas redes – os nossos meios – estas resistirão à carga dos trabalhos, pois a graça do Senhor vem em nosso auxílio.

Confiemos no Senhor. Não voltemos aos hábitos antigos, que são estéreis e não dão fruto. Estejamos atentos à sua presença, lançando as redes onde Ele nos indicar. E confiemos na sua graça, que nunca nos falhará.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1683

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