DOMINGO II DA PÁSCOA / DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Comunidade

At 5, 12-16 / Slm 117 (118), 2-4.22-27a / Ap 1, 9-11a.12-13.17-19 / Jo 20, 19-31

O Evangelho de hoje começa com os discípulos fechados numa casa com medo do que os judeus lhes possam fazer. Por vezes esquecemo-nos que estes mesmos discípulos já se tinham escondido bem antes: quase todos fugiram diante da prisão de Jesus, à exceção de algumas mulheres, de Maria, sua mãe, e de João e de Pedro, mas este somente até certo momento.

Jesus aparece diante daqueles que o traíram e o abandonaram, e a sua primeira palavra é «Paz». É esta a grandeza do nosso Deus: diante da nossa infidelidade, Ele surge como amor que perdoa; diante da nossa timidez, vergonha e fuga, o nosso Deus sai à procura dos seus filhos para conceder a paz.

Mas esta paz não ignora os efeitos do pecado. Jesus mostra-nos as suas feridas, não só para que Tomé e outros comprovem que é mesmo Ele, mas também para que não ignoremos o peso e as marcas do pecado. Durante a sua Paixão, toda a injustiça do mundo, toda a violência, toda a ganância, egoísmo e arrivismo estiveram à solta e fizeram de Deus sua vítima. E as marcas ficaram. Contudo, ressuscitando, regressando como amor que perdoa, Jesus mostra-nos qual é a verdadeira potência do mundo: a misericórdia. 

Jesus mostra-nos as suas feridas, não só para que Tomé e outros comprovem que é mesmo Ele, mas também para que não ignoremos o peso e as marcas do pecado.

Neste domingo da Divina Misericórdia, guardemos perto do nosso coração esta experiência dos discípulos. Deixemos que ela seja luz para rever a nossa vida por inteiro, na sua miséria e na sua glória, no trajeto que vai do nosso pecado à graça de Deus. E renovemos a nossa confiança na força salvífica da misericórdia, ao ponto de, à semelhança de Jesus, estarmos dispostos a atravessar a morte para que, sempre e em todo o lugar, a misericórdia reine.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1676

Deixe um comentário