DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Bendito o que vem em nome do Senhor

Is 50, 4-7 / Slm 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 / Filip 2, 6-11 / Lc 22, 14 – 23, 56

Com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém inauguramos a Semana Maior, a Semana Santa. Num ápice, durante a cerimónia de hoje, passamos de assistir à apoteótica entrada de Jesus na Cidade Santa montado num jumento, conforme a profecia, à visão do seu corpo cravado no desprezível trono da Cruz, onde, coroado como Rei dos Judeus, Jesus, o Cristo, encontra a morte. 

Entremos nestes últimos dias particularmente conscientes da fugacidade das nossas vitórias terrenas. Honra, sucesso, poder e seus congéneres de nada valem quando o coração não está orientado para o bem. E um coração orientado para o bem arrisca a cruz, arrisca a injustiça, arrisca ser tido por nada quando no seu centro arde tudo o que interessa: o amor por Deus e pelo próximo.

Entremos nestes últimos dias particularmente conscientes da fugacidade das nossas vitórias terrenas. Honra, sucesso, poder e seus congéneres de nada valem quando o coração não está orientado para o bem.

É curioso que tantos apontem a religião somente como consolo para os frágeis, quando no centro da nossa fé está o sério desafio a assumir a cruz, sem olhar o preço, sem regatear, sem buscar ganhos e arriscando tudo perder. No centro do mistério pascal encontramos este Deus que se entrega nas mãos do pecado porque confia no triunfo da misericórdia. E como vemos pela sua agonia, não há uma pinga de heroísmo ou voluntarismo. O que há é esperança de que o amor é de facto maior e de que os portões da morte nada podem diante de Deus. 

Aproveitemos estes dias para renovar o nosso compromisso com esta fé de mulheres e homens que se oferecem, que se fazem disponíveis por amor, não buscando outra coisa que não o bom, o justo e o verdadeiro. E que, desta forma, façamos das nossas vidas lugares belos, com a potência de iluminar as trevas e de consolar aqueles que parecem fora de alcance. Seremos assim o que de mais central existe na Trindade, que se revela em Cristo: Luz e Abraço.

Aproveitemos estes dias para renovar o nosso compromisso com esta fé de mulheres e homens que se oferecem, que se fazem disponíveis por amor, não buscando outra coisa que não o bom, o justo e o verdadeiro.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa:

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1658

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