III DOMINGO DA QUARESMA

Conversão

Ex 3, 1-8a.13-15 / Slm 102 (103), 1-4.6-8.11 / 1 Cor 10, 1-6.10-12 / Lc 13, 1-9

Ao ser confrontado com a morte de galileus por ordem de Pilatos, galileus que estariam no Templo oferecendo sacrifícios, Jesus tenta debelar algo que deverá ter sido insinuado, mas que não está expresso no Evangelho: as suas mortes seriam um castigo divino, com origem na sua impureza.

Contudo, Jesus resiste a esta intuição, e através do recorrente apelo à conversão daqueles que o escutam, Ele aponta-nos o verdadeiro responsável por aquelas mortes: Pilatos. É pelo pecado deste, e não das vítimas, que esta atrocidade tem lugar.

Reconheçamos o poder desfigurador da Criação que o pecado tem. E assumamos a nossa responsabilidade ao sermos cúmplices do pecado. Não imputemos a Deus aquilo que se resume a consequências das nossas más escolhas.

Não imputemos a Deus aquilo que se resume a consequências das nossas más escolhas.

Jesus recorre à parábola da figueira para nos mostrar quem é o nosso Deus. O nosso Deus não é um amo castigador. O nosso Deus é como o vinhateiro da parábola, que remexe e aduba a terra, confiante de que a figueira irá dar fruto. O nosso Deus dá-nos vida, ano após ano, para virmos a frutificar. O nosso Deus atua discreta e silenciosamente, acompanhando-nos com a sua graça, num contínuo e incessante apelo à conversão.

Escutemos o apelo à conversão na voz do paciente vinhateiro, que ano após ano aduba a terra na esperança de fruto. E vivamos este domingo, e esta semana que agora principia, ao ritmo do refrão do salmo que hoje cantamos: «o Senhor é clemente e cheio de compaixão».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa:

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1637

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