II DOMINGO DA QUARESMA

Tranformar-se

Gen 15, 5-12.17-18 / Slm 26 (27), 1.7-9.13-14 / Filip 3, 17 – 4, 1 / Lc 9, 28b-36

Jesus reza, ladeado por Moisés e por Elias, no cimo de um monte. Estes falam-lhe da inevitabilidade da sua morte. Pedro, Tiago e João quase que passam ao lado deste momento, caindo no sono, mas a manifestação da glória de Deus arranca-os desse torpor. A Transfiguração de Jesus, a glória que se torna visível, é a concentração n’Ele de toda a história da Salvação, enraizada na Aliança da Lei e na tradição profética, representadas através da presença de Moisés e Elias.

Pedro, Tiago e João querem apropriar-se daquele momento e permanecer naquele lugar, sem se aperceberem que aquela glória é fruto da entrega radical de Jesus, sem condições, a todos os apelos da Lei e dos Profetas. E que essa entrega radical resultará na perseguição e na sua morte. Mas Deus vem ao seu encontro, no meio de uma nuvem, apontando o verdadeiro caminho da salvação: «não compreenderam nem a Lei, nem os Profetas, mas escutem o meu Filho. Sigam-no».

O nosso Deus é um provocador. É alguém que nos promete a paz, mas não nos garante a segurança. É alguém que nos vai chamando até si através da Aliança da Lei e do apelo que os profetas fazem à conversão, mas que acima de tudo nos oferece um Filho.

Um Filho que nos mostra a felicidade a viver e o risco implícito. Um Filho que viveu – e é – essa felicidade até ao extremo, pagando com a sua vida e abrindo a Ressurreição.

Deixemo-nos tocar pela Transfiguração de Jesus. Vejamos nele o culminar de toda a história de salvação de Israel, de um Deus que nos liberta das garras da opressão apontando o Filho como caminho. Arrisquemos reconhecer neste Jesus, que fica só, o Eleito de Deus, o seu Filho amado, e, como nos pede o Pai, escutemo-lo. O que terá Ele para nos dizer esta Quaresma?

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1630

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