SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (SOLENIDADE) / DIA MUNDIAL DA PAZ 

Maria, Mãe de Deus

Num 6, 22-27 / Slm 66 (67), 2-3.5-6.8 / Gal 4, 4-7 / Lc 2, 16-21

Nesta Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, somos recordados da promessa de Deus: Ele estará sempre connosco. E Maria, mulher do «sim» a Deus, mulher que é espaço para a realização da promessa de Deus, é a concretização, da parte da humanidade, do realizar dessa promessa. Porque a promessa de Deus não se impõe, como o amor nunca se impõe; implica sempre um acolhimento. Através do seu «sim», Maria passa de jovem a mãe, passa de mulher a sinal do cumprimento da aliança entre Deus e a humanidade. O «sim» a Deus é o grande rito de passagem da menoridade à maioridade, da mera existência à vida plena, em liberdade e responsabilidade amorosas.

Esse «sim» tem efeitos contagiantes, como vemos hoje no Evangelho de Lucas. Estas são as primeiras ondas de graça despoletadas pelo nascimento de Jesus: os pastores correm para o ver; as pessoas que os ouvem estão admiradas com o que lhes é contado; todos agradecem esta presença de Deus entre eles. E Maria, sensata e prudentemente, olhando os primeiros frutos da sua abertura a Deus, guarda tudo no seu coração. Maria compreende, desde este momento, que é mais que mãe do Filho de Deus: é mãe da Humanidade. O seu «sim» a Deus é, ao mesmo tempo, «sim» à Humanidade.

Maria é a perene recordação de que o «sim» a Deus nos irmana, isto é, faz de nós irmãos. Maria é o colo onde se concretizam as promessas de Deus. E nós devemos ter a audácia de ir até ela, de nos sentarmos ao seu colo e pedir-lhe que nos recorde que somos irmãos do Filho e, por isso, irmãos uns dos outros. Temos de ir até ela e pedir-lhe que nos mostre a vida do seu Filho, para que as nossas vidas sejam sinal da do seu Filho.

Comecemos este novo ano ao colo de Maria, conscientes de que temos Mãe. E, como os pastores e todos aqueles que estão no Presépio, deixemo-nos admirar pela maravilha do Deus connosco e dêmos graças a Deus.

Maria compreende que é mais que mãe do Filho de Deus: é mãe da Humanidade. O seu «sim» a Deus é, ao mesmo tempo, «sim» à Humanidade.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1555

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