IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA, PADROEIRA DE PORTUGAL (SOLENIDADE)

Gen 3, 9-15.20 / Slm 97 (98), 1-4 / Ef 1, 3-6.11-12 / Lc 1, 26-38

Neste dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Igreja convida-nos a recordar o momento da Anunciação do anjo a Maria, o momento em que céus e terra ficaram suspensos, quase imóveis, dependentes da resposta de uma jovem mulher. A Mãe de Jesus, tantas vezes recordada por nós como a humilde e obediente Maria, mostra-nos hoje a verdadeira cor daquelas virtudes: a ousadia. Ainda noiva de José, desafiada pelo convite de Deus, correndo o risco de não ser nem compreendida nem acolhida, Maria arrisca confiar em Deus.

Esta sua atitude está em contraste com a furtividade e vergonha dos nossos pais, na passagem do Génesis que hoje ouvimos. Conscientes de que optaram pela dúvida em lugar da confiança, Adão e Eva escondem-se do Deus que os criou. Diante do anjo, com as inseguranças próprias da humanidade como companhia, Maria opta por confiar, sem se furtar a perguntar: «como é que ela pode ser mãe?».

Os Padres da Igreja recordam-nos, atrevidamente, que Maria concebeu através do ouvido, isto é, através da escuta de Deus. Renovemos o nosso compromisso de escuta de Deus, arrisquemos estar atentos aos seus convites e desafios e, por intercessão de Maria, tenhamos a ousadia de responder ao estilo da nossa Mãe: fiat, isto é, «faça-se em mim segundo a tua palavra».

A Mãe de Jesus, tantas vezes recordada por nós como a humilde e obediente Maria, mostra-nos hoje a verdadeira cor daquelas virtudes: a ousadia. Ainda noiva de José, desafiada pelo convite de Deus, correndo o risco de não ser nem compreendida nem acolhida, Maria arrisca confiar em Deus.

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1531

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