NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (SOLENIDADE) – DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Cristo

Dan 7, 13-14; Slm 92, 1-2.5; Ap 1, 5-8; Jo 18, 33b-37

A reforma do Concílio Vaticano II colocou, na conclusão do ano litúrgico, esta festa que foi instituída em 1925 pelo Papa Pio XI. É como a chave de oiro do itinerário de celebrações do povo cristão, centrando tudo em Cristo, Senhor do tempo e da história, Rei do universo e dos corações dos fiéis.

Daniel escreve esta profecia nos tempos da perseguição do ímpio rei Antíoco IV, século e meio antes de Cristo. Assim encorajava a fé do povo de Israel, que aguardava a vinda do Messias Salvador. A realeza de Cristo «é eterna, não passará jamais». Pode ser ofendido e até crucificado, mas nunca eliminado, porque finalmente vence a ressurreição e a vida divina.

São João, nesta visão simbólica do Apocalipse, apresenta-nos Cristo como «a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra, aquele que nos ama e pelo seu sangue nos liberta do pecado e faz de nós um reino de sacerdotes». A realeza de Cristo não nos constitui como seus soldados, escravos ou súbditos, mas sim como seus sacerdotes e amigos. É esta dignidade admirável que o Rei do universo nos concede. Sendo fiéis a Cristo não ficamos subjugados pelo seu poder, mas somos promovidos à dignidade sacerdotal. Como nos tempos do imperador Domiciano, quando João escrevia o Apocalipse a animar os cristãos perseguidos, nos dias de hoje, em muitos lugares da terra, a Igreja é perseguida. Rezemos para ter a coragem de acreditar que vale a pena assumir a cruz das contrariedades e provações, pois nos conduz à vitória da ressurreição com Cristo, Rei e Senhor do Universo.

No pretório de Pilatos, Cristo assume a sua realeza. Mas é um rei original, sem exército e sem escravos. Um reinado que não é deste mundo, pois a sua grandeza está em servir e em dar a sua vida para que todos tenham vida e vida abundante. Um rei que não veio para ser servido, mas para servir. Celebrar a realeza de Cristo é imitá-lo como Ele hoje se nos apresenta no trono da Eucaristia, dando-se em comunhão para a nossa vida e salvação. Procuro imitar a realeza de Cristo eucarístico, dando-me em comunhão a quem precisa de mim?

Um rei que não veio para ser servido, mas para servir. Celebrar a realeza de Cristo é imitá-lo como Ele hoje se nos apresenta no trono da Eucaristia, dando-se em comunhão para a nossa vida e salvação. Procuro imitar a realeza de Cristo eucarístico, dando-me em comunhão a quem precisa de mim?

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1511

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