PSD: “Seria muito prejudicial para o país e para o PSD” se partido mudasse de líder

O presidente do PSD e recandidato ao cargo defendeu que “seria muito prejudicial” para o partido e para o país se os sociais-democratas mudassem de líder, dizendo existir uma “clara inversão” de ciclo político.

No início da apresentação pública da sua candidatura, Rui Rio lamentou “uma incompreensível tendência autofágica, divisões internas que o bom senso aconselharia a evitar”.

O presidente do PSD e recandidato ao cargo defendeu que nas próximas eleições diretas do partido se vai escolher “o próximo primeiro-ministro”, deixando críticas implícitas ao seu adversário Paulo Rangel.

“Não estamos perante a escolha de um bom tribuno, nem de um eficaz angariador de votos partidários. Estamos perante a responsabilidade da escolha de alguém que tenha capacidade de resiliência, coerência de percurso, experiência e vocação executiva, e inequívocos atributos de liderança”, afirmou Rui Rio, na intervenção inicial da apresentação pública da sua recandidatura no Porto.

Para Rio, “o que está verdadeiramente em causa é a escolha do principal governante de Portugal”.

“De alguém que os portugueses reconheçam com o perfil adequado ao exercício do cargo que vai estar em disputa entre o Partido Social Democrata e o Partido Socialista”, sublinhou.

O presidente do PSD admitiu que vai ter de se conter nos debates com o adversário porque está “picado” e lembrou tudo ter feito para agregar o partido e acusando de mentir quem diz o contrário.

“Tenho de me conter um bocadinho porque quando me picam eu vou melhor. E eu estou picado”, afirmou Rui Rio, recandidato à liderança do PSD, aos jornalistas quando questionado sobre se estará disponível para debates com o adversário Paulo Rangel.

Após um discurso de 15 minutos, com muitas pausas devido às palmas que o interrompiam numa sala cheia de um hotel do Porto, onde decorreu a apresentação pública da sua candidatura, Rui Rio acusou os que dizem que não quis agregar o partido de faltarem à verdade. “Como vou resolver as divisões internas? Seguramente não em período pré-eleitoral, mas em período pós-eleitoral. Vou ter a mesma atitude que tive até aqui porque quando dizem que não quero agregar, sabem que é mentira, e eu detesto a mentira e a hipocrisia”, acentuou.

“Eu, a partir da primeira eleição tive um adversário, o doutor Santana Lopes, e a primeira coisa que fiz foi convidá-lo para encabeçar o Conselho Nacional, a segunda coisa foi convidar Paulo Rangel para número dois dessa lista, que não me tinha apoiado nessa altura, a terceira foi convidar para líder parlamentar o doutor Negrão, que tinha sido mandatário de Pedro Santana Lopes, e a quarta foi convidar como cabeça de lista ao Parlamento Europeu Paulo Rangel”, recordou.

E, portanto, o social-democrata reforçou que “tudo fez” para agregar, acrescentando que só pode agregar quem quer ser agregado.

Rui Rio anunciou publicamente a sua candidatura, no Porto, exatamente uma semana depois de o eurodeputado Paulo Rangel ter apresentado a sua, em Lisboa.

Até ao momento, Rui Rio e Paulo Rangel são os dois únicos candidatos anunciados às eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional do PSD, marcadas para 4 de dezembro (com uma eventual segunda volta no dia 11, caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos, o que só poderá acontecer se existirem pelo menos três).

Fonte: Lusa

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