XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ao serviço

Is 53, 10-11 / Slm 32 (33), 4-5.18-21 / Hebr 4, 4-5.18-21 / Mc 10, 35-45

O Servo que nos apresenta o profeta Isaías é uma imagem do verdadeiro Deus. Inverte os nossos sonhos de grandeza: ter, poder, mandar, triunfar. O Servo de Deus aceita o sofrimento e faz dele um instrumento de expiação e salvação. Assume os males dos que sofrem para os libertar. Não vive centrado em si, mas no serviço que quer prestar aos outros. É assim que eu administro tudo o que há em mim de poder e importância, de qualidades e virtudes?

A Carta aos Hebreus apresenta-nos o sumo sacerdote da nova lei, Jesus. Não se trata de alguém com poder mas insensível, santo mas distante das pobres criaturas humanas. Jesus, sendo Deus, foi duramente provado na sua humanidade. Assim, pode compreender-nos perfeitamente e a Ele nos devemos dirigir com plena confiança, «a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno». Experimento ser um privilegiado por ter um Deus assim, sumamente próximo e compreensivo?

Após o terceiro anúncio da paixão e morte de Jesus, encontramos Tiago e João com uma pretensão nada evangélica. Não se oferecem para acompanhar o seu Mestre e Senhor na duríssima provação que o espera, mas pedem um lugar privilegiado no seu reino de glória. Jesus esclarece que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». A grandeza e importância de alguém mede-se pela capacidade de servir, de pôr o seu centro em quem precisa de ser servido. Considero os meus saberes e qualidades como uma condecoração que os outros devem venerar, ou antes como instrumentos para servir quem precisa de mim?

A grandeza e importância de alguém mede-se pela capacidade de servir, de pôr o seu centro em quem precisa de ser servido. Considero os meus saberes e qualidades como uma condecoração que os outros devem venerar, ou antes como instrumentos para servir quem precisa de mim?

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1476

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