XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Sabedoria

Sab 7, 7-11 / Slm 89 (90), 12-17 / Hebr 4, 12-13 / Mc 10, 17-30

Nesta página do livro da Sabedoria, encontramos Salomão que implorou de Deus o dom da sabedoria. É um tesouro imensamente mais precioso que as riquezas materiais, pois estas, se não forem usadas com sabedoria, acabam por ser um caminho que leva à perdição. Em vez de uma ajuda, tornam-se um estorvo e uma armadilha que aprisiona e mata a felicidade. Com humilde confiança, peço a Deus o dom da sabedoria, do discernimento?

A Carta aos Hebreus faz o elogio da Palavra de Deus. Nesta encontramos a Deus que se nos dirige usando as nossas palavras humanas. Um prodígio da humildade divina, que se adapta à nossa forma de comunicar através de simples palavras do nosso limitado dicionário. Sendo Deus a comunicar, a sua palavra é «viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes». É totalmente o inverso do palavreado, da tagarelice, em que se usam vocábulos sem densidade significativa, que não estabelecem a ponte da comunicação, aumentando o charco das palavras vazias. Que posso fazer para que as minhas palavras sejam mais parecidas com a Palavra de Deus?

As riquezas materiais se não forem usadas com sabedoria, acabam por ser um caminho que leva à perdição. Em vez de uma ajuda, tornam-se um estorvo e uma armadilha que aprisiona e mata a felicidade.

O Evangelho apresenta-nos uma cena enternecedora de um homem que se aproxima de Jesus, correndo, e depois se ajoelha a seus pés, como um doente que implora a sua cura. Jesus acolhe-o com um olhar de simpatia. De facto, era doente porque vivia agrilhoado pelas suas riquezas. Em vez de ser dono delas, era escravo dos seus muitos bens. O seu desejo de perfeição, de seguimento do mestre Jesus esbarrou com o seu apego aos bens que possuía, ou pelos quais era possuído. Para entrar no reino de Deus é essencial a liberdade interior perante os bens da criação. A sofreguidão da posse incha o nosso eu, que assim não cabe na «porta estreita» de entrada do Céu. De que preciso de me desprender para viver na liberdade feliz dos filhos de Deus?

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1469

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