XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ser pão para os outros

1 Reis 19, 4-8 / Slm 33 (34), 2-9 / Ef 4, 30 – 5, 2 / Jo 6, 41-51

A história que a Palavra de Deus nos conta sobre o profeta Elias ilustra bem as nossas vidas. Ser de Deus não nos coloca numa estufa climatizada, em que tudo passa a correr bem. Como Elias, também nós nos podemos sentir abandonados, desiludidos e angustiados. Mas felizmente sabemos que Deus não se ausenta das nossas vidas, sobretudo quando mais precisamos d’Ele. Não é verdade que os momentos de desalento e sofrimento, quando vividos na fé, acabam por ser ocasiões providenciais de purificação e crescimento?

São Paulo insiste em que, pelo batismo, adquirimos uma nova identidade em Cristo, que nos leva a provar nas obras o nome que temos: cristãos. Sinais concretos de pertença a Jesus são indicados sobretudo os referentes ao correto uso da língua. Assim, somos exortados a evitar tudo o que é «azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência». Somos exortados a cultivar as virtudes correspondentes aos vícios, sendo bondosos, compassivos, generosos no perdão. Caio na conta de que a minha língua é capaz do melhor e do pior e que Deus me pede que a use para animar, saudar, estimular? Uso vinagre ou mel, veneno ou vitaminas, ao proferir as minhas palavras?

Não é verdade que os momentos de desalento e sofrimento, quando vividos na fé, acabam por ser ocasiões providenciais de purificação e crescimento?

Perante a ousadia de Jesus se apresentar eucaristicamente: «Eu sou o pão que desceu do céu», os judeus apresentam a sua discordância, pois parece um atrevimento do filho de Maria e de José, um simples carpinteiro, de uma aldeia irrelevante. É a mesma reação que hoje se poderá ter: um pedaço de pão é isso e nada mais e um bocado de vinho é só vinho e nada mais pode ser. Felizmente, a fé leva-nos muito mais longe, reconhecendo a Deus infinito no Menino da gruta de Belém, no Cristo feito chaga viva na cruz do Calvário, no Senhor do universo que se serve em refeição no pão e no vinho da Eucaristia. Cristo afirma com toda a clareza: «Quem comer deste pão viverá eternamente». Esta promessa de Jesus inunda-nos de alegria sem fim.

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

Deixe um comentário